A população brasileira é formada principalmente por
descendentes de povos indígenas, colonos portugueses, escravos africanos e
diversos grupos de imigrantes que se estabeleceram no Brasil, sobretudo entre
1820 e 1970. A maior parte dos imigrantes era de italianos e portugueses, mas
houve significante presença de alemães, espanhóis, japoneses sírio-libaneses,11
poloneses e ucranianos.
Ressalta-se também que uma pesquisa genética realizada
pela Universidade Federal de Minas Gerais apontou que em torno de 19% dos
brasileiros brancos naturais da região nordeste são descendentes de
holandeses,12 este percentual é muito maior no chamado nordeste setentrional,
principal área de atuação dos cerca de oitenta mil holandeses que se estabeleceram
na região por mais de duas décadas durante século XVII,13.
Nossos cabelos tem suas origens nos mais variados pontos
de nosso globo.
Os pontos principais de coleta de cabelos, são por ordem
crescente Asia, Brasil e Europa.
Cabelo Brasileiro - cabelos com origem brasileira. O
cabelo brasileiro, é muito apreciado, por sua textura pela sua exoticidade,
neste tipo de cabelo, se enquadaram varias especies, o liso, ondulado, o
cacheado, preto, castanho e loiro, com fios grossos, medios e finos, tudo isto
devido a miscegenaçaão de raças, existente no Brasil..
Mas o que mais define o cabelo brasileiro, é ser um tipo
de cabelo que nem é grosso, como o cabelo oriental, e nem é fino como o cabelo
europeu do leste, mas fica nesse intervalo, sendo um cabelo encorpado, forte,
lisos, levemente cacheados, ou muito cacheados.
É um cabelo que se modela a quase todos os tipos de
rostos.
Levar em conta a carga genética e os fatores internos e
externos dos cabelos é imprescindível para definir a coloração, o corte e o estilo
de penteado que serão realizados nos fios
Cada indivíduo traz consigo um código genético que é
herdado de seus antecessores. Assim, os cabelos traduzem a sua herança na
forma, cor, espessura, resistência, elasticidade, brilho, resposta ao meio
ambiente e aos tratamentos químicos.
Cada cabeleira se torna única, independentemente de sua
etnia, por fatores internos e externos. Os primeiros podem ser caracterizados
por hormônios sexuais, tipo de dieta, estresse e uso de medicamentos por tempo
prolongado. Já os outros, por hábitos pessoais (usar secador e prancha de forma
intensiva e sem proteção, dormir com os fios molhados), cosméticos usados no
cuidado diário, produtos químicos de transformação (coloração, descoloração e
relaxamento), grau de exposição ao sol e ao vento etc.
Mas, em geral, há algumas características e
“comportamentos” que são comuns a um grupo de indivíduos. Essas características
dão uma maior chance de prever o resultado de tratamentos químicos, assim como
o tipo de corte e o estilo do penteado que valorize os traços naturais e os
melhores produtos para o cuidado diário. No entanto, se a ação dos fatores
internos e externos que se sobrepõem ao fator genético não for diagnosticada,
com certeza os fios não vão responder positivamente.
A estrutura do cabelo é a mesma para todas as etnias,
sendo composta por cutícula, córtex e medula. Mas o que determina a forma dos
fios são os folículos capilares, minúsculas bolsas que variam em formato,
tamanho e espessura, determinando a forma e a espessura dos fios. Ao se cortar
um folículo transversalmente, pode-se observar que:
• os redondos dão origem a madeixas lisas;
• os ovais dão origem a cabelos ondulados;
• os espiralados originam fios cacheados.
As diferenças estão:
• no número de camadas, organização e alinhamento das
cutículas, que conferem o grau de impermeabilidade e brilho;
• no modo como as fibras de queratina estão dispostas na
região cortical, mais alinhadas ou contorcidas;
• no tipo e na concentração da melanina, ou mesmo na
ausência total de pigmento;
• na existência de forma contínua ou intermitente da
medula, característica dos fios mais finos,
• no folículo, que vai determinar espessura e formato dos
cabelos;
• na facilidade ou não de deslizamento da oleosidade
produzida pela glândula sebácea, o que determina o grau de fragilidade,
aspereza, brilho, maleabilidade, elasticidade e sedosidade;
• na proporção de aminoácidos cistina, que determinam o
número de pontes dissulfeto, responsáveis por fios mais rígidos e menos
elásticos;
• na constituição do cimento intercelular, que pode ser
mais rico, ou não, em determinadas substâncias emolientes naturais responsáveis
pela maciez e sedosidade natural, ou pelo aspecto ressecado, áspero e
arrepiado.
Três grandes grupos podem ser identificados na raça
humana:
1. Asiático: o folículo das pessoas desse grupo é reto e
perpendicular ao couro cabeludo. A velocidade de crescimento dos fios é a maior
entre os três grupos, porém o número de folículos por couro cabeludo é o menos
denso.
2. Africano: é menos denso que os asiáticos e os fios
crescem mais lentamente que os dos outros tipos. O folículo se posiciona
paralelamente ao couro cabeludo e é oval e achatado, muito fino e curvo, podendo
ser todo contorcido. Os africanos produzem mais oleosidade que os caucasianos e
asiáticos, e o sebo fica retido próximo à raiz por não conseguir deslizar até
as pontas. Sem lubrificação, os fios ficam secos e quebradiços, e a tendência é
que permaneçam curtos.
3. Caucasiano: possui variedade de forma, cor e
espessura. O folículo se dispõe obliquamente ao couro cabeludo e sua forma
varia entre lisa, cacheada e ondulada. Possui uma velocidade de crescimento
intermediária entre os asiáticos e os africanos. As pessoas ruivas possuem uma
menor densidade capilar, enquanto as loiras apresentam maior número de
folículos, resultando numa cabeleira mais densa, porém mais fina.
4. Um quarto grande grupo deve ser destacado: o
brasileiro, composto por pessoas que trazem em sua herança genética a
diversidade. Avô índio, bisavó negra, pai japonês, mãe alemã... São raras as
famílias que não têm histórias para contar sobre suas origens. Portanto, não se
pode olhar rapidamente uma cabeleira e decidir seu destino.
Eu fico muito emocionada e feliz quando leio este texto e
percebo que nossos cachos são diferentes e especiais.
Hoje fico por aqui, um grande abraço.
Maísa